Nos aproximamos de mais uma importante comemoração da fé cristã, a Páscoa e Ressurreição. Na trama da crucificação, é possível ver alguns personagens que descortina a doutrina da substituição, Jesus e Barrabás. Por inferência, eles prefiguram o plano de Deus para a humanidade. Diante de todos, inclusive Pilatos, estava o criminoso cujo nome era Barrabás (Bar = filho, Abbas = Pai) e o Salvador Jesus, que é o verdadeiro Bar Abbas, Filho do Pai.
O clamor do povo para crucificá-lo, foi a escolha de toda humanidade pecadora, corrupta como aquele criminoso (Rm 3.10-12), pois, a escolha que fizeram gritando “solte Barrabás” é nossa a escolha de muitos ainda hoje. Já o silêncio de Jesus é o argumento mais poderoso em nossa defesa, que tomou o nosso lugar entregando-se por amor. De fato, o seu sofrimento atendeu todas as exigências de Deus, fazendo cumprir em seu Corpo, toda a Lei onde ninguém seria capaz de cumprir. O intervalo da sexta para o primeiro dia, tornou-se a expressão de que Cristo torna-se o nosso descanso, o verdadeiro Shabat de toda obra e esforço inútil que intentávamos fazer. A Páscoa abre a cortina de uma nova aliança e a ressurreição confirma que a graça vivifica.
Diante do exposto, deve-se considerar que a Páscoa é judaica (Jo 6.4). Seu significado tem uma importância histórica real da intervenção Divina somente até a cruz. Em Cristo e pela cruz, a Ceia do Senhor tornou-se superior, pois, sua mensagem é salvífica, é perdoadora, é esperançosa, é inclusiva e para todo o que crê. A vida, a morte e a ressurreição, testemunham o cumprimento de todas as profecias no desvendar das sombras, incógnitas e da fragmentação dos tipos do Antigo Testamento. Sim, Jesus, o Filho do Pai, tornou-se a nossa verdadeira Páscoa!
O que devemos comemorar na Páscoa? A libertação da condenação do pecado: Antes do sangue de Cristo ser derramado em nossos corações, andávamos de acordo com a nossa vontade, Estávamos “mortos em nossos delitos e pecados” (Ef 2.1-3), porém, com o seu sangue derramado em nossos corações, ele nos confere a libertação da condenação do pecado. Devemos comemorar a vitória sobre a morte, pois, ela não pôde deter o autor da vida. Da mesma forma que o anjo da morte não tragou aqueles que tinham o sangue do cordeiro em suas portas, a morte não teve poder sobre o Filho de Deus e aqueles que foram comprados pelo seu sangue – (Cor 15.55-57) “Onde está ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” Por fim, devemos comemorar a esperança da vida eterna pelo novo pacto em seu sangue: Deus não somente libertou o povo de Israel do Egito, mas lhe prometeu uma herança, a terra prometida. O Novo pacto no sangue de Jesus, nos liberta da condenação do pecado nos trazendo a esperança de uma vida eterna – (Jo 10.27-29).
Em Cristo não há dias santos, há pessoas Santas. Em Cristo, não há elementos do antigo Egito, há o seu corpo e o seu sangue. Em Cristo, não há oferta pelos pecados, Ele é o sacrifício eficaz pelos nossos pecados. Em Cristo, não há nacionalismo geográfico e religioso, há o Reino de Deus. Em Cristo, não há mais cordeiros, pães ázimos e ervas amargas, há somente Cristo, o Cordeiro Pascal a ser celebrado todos os dias até que Ele venha.
Que Jesus seja a nossa plena felicidade nesta Páscoa!
Pr. Sandro Ferreira
Pastor da PIB Cel Fabriciano e Presidente da CBM

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