A presença missionária no interior de Minas segue sendo fortalecida por iniciativas que integram vocação, profissão e comunidade. Em Paraguaçu (MG), a Primeira Igreja Batista tem avançado a partir da atuação voluntária do missionário Micael Mota e sua esposa, Aline Machado Mota, conciliando ministério e trabalho secular.

“O Micael tem uma história muito bonita. Ele é bacharel em Teologia, ainda não ordenado ao ministério, mas com um chamado muito claro de Deus. Há alguns anos, ele participou de um projeto da Junta de Missões Nacionais aqui no Sul de Minas. Ele veio da Bahia para esse projeto e, durante essa experiência, Deus falou fortemente ao coração dele e ao final ele decidiu permanecer. Micael começou como voluntário, iniciando um trabalho em uma congregação pequena, em uma cidade onde não havia presença batista. […] hoje está casado. A congregação onde ele iniciou o trabalho agora tem terreno próprio, templo próprio, e os frutos são visíveis: batismos têm acontecido, vidas têm sido alcançadas”, relata o Pr. José Elio Muniz, Gerente de Missões da CBM Área 3.

“Sou missionário voluntário da Convenção Batista Mineira há cinco anos. Saímos do aluguel, adquirimos um terreno, quitamos esse terreno e construímos a igreja com o apoio da Missão Pioneira. Também avançamos com discipulados e batismos”, afirma Micael.

A trajetória da igreja inclui momentos de dificuldade, especialmente no início. “Por conta das finanças tivemos que devolver o salão onde a igreja se reunia. Isso gerou um conflito emocional muito grande”, relembra. Ainda assim, a igreja seguiu reunindo-se em espaço provisório e decidiu investir em um terreno próprio. “Mesmo sem caixa, financiamos um terreno em nome da igreja e começamos a pagar.”

Com o apoio da Missão Pioneira, a construção do templo se tornou possível, consolidando a presença da igreja na cidade. O crescimento também pode ser percebido nos números: o trabalho começou, em 2018, com 5 adultos e 2 crianças; atualmente, a igreja reúne 38 adultos e 9 crianças, além dos frutos visíveis nos batismos realizados ao longo da caminhada.

A atuação voluntária exige equilíbrio. “Existe a pressão emocional e espiritual. É uma dupla jornada exaustiva”, pontua. Por outro lado, amplia o alcance do testemunho. “Você cria laços profundos e consegue falar do amor de Cristo com mais proximidade.”

Hoje, a igreja já conta com espaço próprio e segue em crescimento, celebrando vidas transformadas por meio dos batismos e refletindo uma realidade presente em diferentes regiões: o avanço do Evangelho sustentado pela dedicação de líderes que permanecem firmes no campo.

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